Catedral de Colonia

Catedral de Colônia: o lugar mais visitado da Alemanha!

Você sabia que mais de 6 milhões de pessoas visitam a Catedral de Colônia todos os anos?

E que ela é chamada pelos locais de a “rainha das catedrais“?

Quer saber por que ela é tão importante? Nós contamos aqui! E ainda explicamos um pouco sobre o estilo de arte das catedrais medievais.

Alguns números da Catedral de Colônia

  • É a terceira mais alta do mundo, e uma das maiores catedrais;
  • recebe cerca de 20.000 pessoas por dia;
  • levou 632 anos para ser concluída;
  • são 10.000 m² de janelas;
  • conta com 108 gárgulas;
  • foram usadas 11.000 cruzes em sua decoração;
  • são 456 portas na Catedral de Colônia;
  • 533 degraus para chegar à plataforma da torre;
  • 12.000 m² de superfície de telhado;
  • 5 naves e 7 capelas;
  • foi atingida por 14 bombardeios na II Guerra Mundial.

Uma das mais importantes catedrais góticas da Europa

A pedra fundamental da Catedral de Colônia foi lançada em 1248, pelo arcebispo da cidade, Konrad von Hochstaden. E o lugar escolhido foi onde já havia uma basílica, desde 313.

Mas, por que construir uma catedral sobre a basílica existente?

Bom, por três motivos:

  • porque a anterior era considerada simples demais para abrigar as relíquias dos Reis Magos;
  • como demonstração do poder e riqueza do arcebispo Hochstaden;
  • porque a moda havia mudado.

O estilo Gótico em substituição ao Românico

Não é de hoje que “o que está em moda” importa. Foi esse o motivo da demolição de uma imensa basílica do século IV para abrigar uma nova catedral.

E o seu projeto foi encomendado de acordo com o então novo estilo arquitetônico valorizado no século XIII. O que estava em voga quando começou a construção da Catedral de Colônia.

Um resumo da arquitetura Românica

O estilo românico sempre esteve ligado ao imenso poder do Império Romano. E, para quem já leu o texto do Alfredo sobre Colônia, já sabe que esta cidade alemã também foi fundada por eles, há mais de 2000 anos.

De formas austeras, as construções românicas têm paredes muito espessas e pilares grossos, para sustentar o peso da cobertura. E isto se deve tanto às restritas técnicas construtivas — tendo a ver com a estrutura —, tanto como para proteção.

Também por isso havia, quase sempre, apenas uma porta de entrada, e janelas altas e bem pequenas, proporcionalmente.

Lembremos que a Idade Média é conhecida pela violência e os muitos saques. Então a segurança era algo muitíssimo relevante.

Principais características das obras Românicas

Como consequência, as construções românicas eram pesadas, robustas e seu interior escuro, por conta da pouca iluminação.

Para entender melhor a cronologia dos estilos na História da Arte nós preparamos um post completo aqui no blog.

Nasce a arte das Catedrais

Com o desenvolvimento das técnicas construtivas, já nos séculos XI e, sobretudo no XII, começaram a surgir na França obras magníficas. Eram muito mais altas, com pilares esbeltos, aberturas nas paredes imensas, protegidas por belas rosáceas e vitrais coloridos.

Como resultado o interior não só ficou muito mais claro, como ganhou ares mais místicos, quase celestiais.

E ainda tem a questão do som, que passou a ecoar, graças ao aumento da qualidade da acústica dos interiores, o que era ideal para os cantos.

Foi o início de uma nova era, de uma nova arte

Um resumo sobre a arquitetura Gótica

O estilo conhecido hoje como Gótico nasceu na França, nos anos 1050 – 1100, e foi chamado por muito tempo como “obra Francesa”.

O termo Gótico só foi adotado séculos depois, já durante o Iluminismo, e está ligado ao grotesco.

As primeiras obras Francesas eram simplesmente soberbas: as catedrais de Chartres, Notre Dame de Reims, Notre Dame de Paris, a Catedral de Amiens

Todos foram erigidos como excelentes exemplos do poder da Igreja Católica e, também, como símbolo de modernidade.

A nova arquitetura fez imenso sucesso e, assim, o estilo virou moda. E passou a ser reproduzido em diversos Estados europeus.

Um mestre francês para o projeto da Catedral de Colônia

Não havia sentido em destruir uma basílica para construir uma catedral se não fosse para que se tornasse um símbolo.

E o arcebispo Hochstaden tinha pretensões de construir a maior catedral da Europa!

Mas, afinal, quem era Hochstaden?

Herdeiro de famílias importantes da região era o homem à frente do governo em Colônia.

E é preciso contar que Colônia que era um principado, subordinado ao Sacro Império Romano-Germânico. Hochstaden era, portanto, muito mais que um arcebispo: era um dos príncipes eleitores!

Em seu reinado ele ampliou os seus domínios e idealizou uma catedral para eternizá-lo na História. E não é que seu plano deu certo?!

Foi com esta intenção que trouxe de Amiens um mestre francês, Gérard, que ficou conhecido na Alemanha como Meister Gerhard.

É de Gérard, às vezes grafado como Girard, o traçado original da Catedral de Colônia.

E é de se salientar como fato de destaque que a obra que temos hoje tenha se mantido fiel ao traçado original ao longo dos 632 anos que levou para ser concluída.

As relíquias dos Três Reis Magos

Foram trazidas de Milão para Colônia no ano 1164, uma retribuição pela ajuda quando a cidade italiana foi sitiada.

E para guardar as relíquias foi encomendada uma arca ao melhor ourives da época: Nicolás de Verdun. Trata-se de uma verdadeira joia, que segue exposta na Catedral de Colônia.

A construção conturbada da Catedral de Colônia

É comum que catedrais góticas levem dezenas de anos para ficarem prontas, por conta da complexidade e dimensão dos projetos.

Catedral de Colonia
Imagem de 1470 de São Cristóvão, patrono dos viajantes. É uma das mais antigas na Catedral de Colônia.

Mas não é sempre que tarda 632 anos! Sobretudo ao considerarmos que foi seguido um mesmo projeto, sem jamais ter sofrido modificação.

Com a morte de Hochstaden as obras perderam seu maior incentivador, mas continuaram.

Paralizações ao longo do tempo

Em 1347 parte do projeto havia sido concluído, mas a Peste Negra assolou a Europa. Isto fez com que a construção fosse paralisada.

Depois veio a Reforma Protestante, iniciada por Lutero, e a Alemanha foi dividida por conflitos entre católicos e protestantes.

Mudaram os estilos artísticos, teve início o Renascimento, que depois foi substituído pelo Barroco. Mas ninguém se interessou em reformar os projetos de Gerárd.

Foram mais de 300 anos de abandono.

Neste longo espaço de tempo a construção inacabada serviu como estábulo para cavalos e também foi usada como depósito, já nos tempos em que a cidade foi ocupada por Napoleão.

Mas, em 1814, encontraram as plantas originais da fachada, na cidade de Darmstadt, e isso trouxe novo ânimo para a retomada dos trabalhos.

Uma obra impulsionada por reis

Em 1842 o rei da Prússia Frederico Guilherme IV resolveu relançar simbolicamente a pedra fundamental da Catedral de Colônia. E as obras recomeçaram vigorosamente.

Um fato a destacar era que o rei era luterano, assim como todos os seus antecessores. Mas, isto não o impediu de participar das festividades em Colônia e ele foi o primeiro soberano da Prússia a adentrar em um templo católico.

Uma lição de tolerância e respeito com a população da Renânia.

Mas Frederico Guilherme era um homem que valorizava a arte, e entendeu a grandiosidade do projeto de Gérard.

Vale contar que foi ele que impulsionou dois importantíssimos museus em Berlim: a Alte Nationalgalerie e o Neues Museum.

São dos prédios Neoclássicos, e a Alte National Galerie é uma das obras que mostramos em nosso livro sobre este estilo artístico.

A Catedral de Colônia foi inaugurada por um Imperador

Em apenas 38 anos as obras da Catedral de Colônia foram concluídas. E ela foi inaugurada em 1880.

Imagine que momento festivo! Depois de 632 anos o projeto original de 1248 estava finalmente pronto. E como é bonito!

Na ocasião esteve presente Guilherme I, filho de Frederico Guilherme IV. Ele foi coroado imperador em 1871ano da unificação da Alemanha.

Uma lenda que perdura

As torres de pouco mais de 157 m de altura podem ser avistadas de longe. E a fachada é de impressionar o mais insensível dos mortais.

A “Operação Milênio”

Na noite de 30 para 31 de maio de 1942 Colônia foi sofreu um ataque da força aérea inglesa e segundo uma matéria da Deutche Welle caíram 20 minas aéreas, 864 bombas, 110 mil bombas incendiárias e 110 mil bombas de fósforo branco.

Alguns defendem que os ingleses pouparam a catedral medieval. Outros acreditam que foi a sua estrutura sólida que impediu a destruição. Afinal ela permaneceu em pé, mesmo tendo sido bombardeada. 14 vezes!

Ao fim da II Guerra Mundial Colônia estava devastada — foi uma das cidades mais destruídas pelos bombardeios dos Aliados.

Talvez por isso a Catedral de Colônia tenha se tornado o símbolo da reconstrução. E, por consequência, da cidade.

10.000 m² de janelas e muitos vitrais

A Catedral de Colônia tem vitrais belíssimos. Alguns são bem antigos, mas há um contemporâneo, feito pelo pintor Gerhard Richter, em 2007.

Diferente dos demais, não traz cenas bíblicas, e sim 11.200 peças coloridas, que lembram os pixels do mundo virtual.

Entrar na Kölner Dom, como os alemães chamam a Catedral de Colônia, e ver as obras ancestrais e a constante atualização para evitar ao máximo o seu desgaste, faz com que nos lembremos de nossa insignificância no mundo.

A majestosa catedral está aberta diariamente, tanto para visitação turística, como para missas. E segue em restauração — uma luta constante contra os efeitos do tempo e da poluição.

Por tudo isso, vale imensamente a visita. Um lugar para não esquecer jamais!

Então, para ver mais sobre a linda Colônia e outras cidades alemãs em que estivemos, como Düsseldorf, Aachen, Darmstadt ou Frankfurt, é só nos acompanhar no Instagram.

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5 Comentários

  1. Adorei! Obrigada por compartilhar seus saberes.

    1. Olá Mari! Não há o que agradecer: para nós é um prazer compartilhar conhecimento e, mais ainda, encontrar pessoas que se interessem por nossos conteúdos. Toda semana tem novidade por aqui. Esperamos revê-la mais vezes!

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