o que ver em Hamburgo

O que ver em Hamburgo: a Veneza do Norte

O destino de hoje é a segunda maior cidade na Alemanha e a seguir você irá encontrar informações e dicas diferenciadas de o que ver em Hamburgo. Leia até o final!

Por que Veneza?

Embora tenham sido igualmente implantadas em áreas fragmentadas pela água e fundadas em datas próximas, Veneza no ano 421 e Hamburgo no ano 808, as duas cidades tem paisagens urbanas muito diferentes, determinadas pela conjuntura de suas Histórias tão diversas.

Veneza, a capital do Vêneto

Veneza, implantada em ilhas cercadas de canais navegáveis correndo entre lagoas de baixa profundidade, teve uma excelente defesa natural e um notável desempenho comercial na sua antiguidade.

Hoje é a 12ª cidade da Itália. A comuna de Veneza tem 260.000 habitantes e vive principalmente da indústria do turismo, do vidro de Murano e dos souvenirs vendidos aos seus milhares de visitantes.

Atualmente, com as marés subindo um metro acima do nível da cidade e os canais secando na vazante, a capital do Vêneto sofre as duras consequências das alterações climáticas.

Primórdios de Hamburgo

Hamburgo foi fundada na desembocadura do Rio Alster no Rio Elba, a 100 km do mar, uma região com lagos, lagoas e canais. Teve seu início em um castelo construído em 808, a mando do Imperador Carlos Magno.

Carlos Magno — o qual se supõe ter nascido em 748 e morrido em 814, com cerca de 66 anos — deixou marcas da sua presença em toda Europa!

(Nós já escrevemos sobre o personagem Carlos Magno em diversos outros posts, sobretudo no de Aachen).

Quando Hamburgo já havia sido elevada a um bispado, e contando com cerca de 500 habitantes, foi atacada em 845 e destruída por uma poderosa frota de navios vikings. Dois anos depois os bispados de Hamburgo e Bremen se uniram.

Nos anos 983, 1030, 1066 e 1072 a cidade foi seguidamente destruída pelos abodritas — tribos eslavas que habitavam o norte da Alemanha. Isso motivou a transferência definitiva do bispado para Bremen.

O destino da cidade mudou de forma expressiva em 1189, quando o Rei Frederico I, mais conhecido como “Barba Ruiva”, elevou Hamburgo à categoria de Freie Hansestadt Hamburg — Cidade Hanseática Livre — uma cidade-estado totalmente soberana.

Esta condição se manteve até 1871, data da unificação da Alemanha.

A importância comercial da cidade

O acesso mercantil livre de impostos da área da Foz do Rio Elba até os portos do Mar Báltico e do Mar do Norte, possibilitaram a Hamburgo se tornar um importante centro comercial do norte da Europa.

Esta condição foi consolidada em 1241, quando Hamburgo constituiu com Lübeck a Liga Hanseática. No correr da História a Hansa chegou a associar cerca de 100 cidades europeias.

Em 1284 Hamburgo sofreu um incêndio de grande porte e foi amplamente destruída

No entanto, a expansão da Liga Hanseática propiciou à cidade um grande crescimento, quadruplicando a sua população para 800 mil habitantes.

Este progresso não impediu que, em 1842, ocorresse mais um grande incêndio, destruindo um quarto da área central da cidade e desabrigando 200.000 pessoas. A reconstrução levou 40 anos.

As circunstâncias político-geográficas da I Guerra Mundial— 1914/18 — pouparam Hamburgo. Porém, na II Grande Guerra — de 1939/45 — a cidade foi devastada, no ano de 1943. Os bombardeios arrasadores da Operação Gomorra provocaram a morte de 50.000 civis e deixaram um saldo de 750.000 desabrigados.

Em tempo relativamente curto a cidade tornou-se o terceiro maior porto da Europa e hoje, com as adversidades superadas, é a segunda maior cidade do país, com 1,8 milhão de habitantes. 

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À esquerda, centro antigo com a Prefeitura e sua torre e, à diteita, detalhe da escultura de São Miguel na portada da Michaeliskirche

O que ver em Hamburgo: o centro antigo

Na reconstrução da cidade após a II Grande Guerra, pouco da arquitetura original foi preservada. Exemplos notáveis são o prédio da prefeitura e a igreja de São Miguel, a Michaeliskirche.

Rathaus, a prefeitura

Inaugurada em 1897 em substituição à antiga prefeitura destruída pelo incêndio de 1842, abriga as funções originais do gabinete do prefeito, do plenário do parlamento e do senado municipal.

O prédio é livremente acessível aos visitantes que, em grupos guiados, percorrem suas belas instalações, admirando as inúmeras obras de arte expostas nos seus ambientes requintados.

A torre tem 112 metros de altura, compondo um dos mais imponentes edifícios da cidade.    

Michaeliskirche, a Igreja de São Miguel

Trata-se de uma igreja luterana construída inicialmente em madeira entre 1648 e1661. Implantada após a Reforma de Lutero, em 1517, traz a contradição de ter sido construída no estilo Barroco — símbolo da arquitetura católica.

(Para entender o Barroco veja o texto escrito pela Fernanda para descomplicar o assunto).

Em 1750 um raio destruiu a torre da igreja, gerando grande incêndio. A reconstrução do templo com estrutura de madeira e partes revestidas com cobre foi realizada entre 1754 a 1762.

Em 1906 um novo incêndio voltou a destruir a igreja. A nova obra foi realizada de 1907 a 1912, desta vez em concreto armado. Foram incluídas modificações e a foi inserida uma escultura do anjo Gabriel no portal da torre.

Durante a II Guerra Mundial, em 1943, a Michaeliskirche também foi duramente bombardeada pela Operação Gomorra. Mas em 1958 já estava novamente restaurada.

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Escada e galeria do Museu de Arte — Kunsthalle — no edifício de 1859. À direita a pintura Flora, de Jan Massis, 1559

Hamburger Kunsthalle, Museu de Arte

É um dos maiores museus de arte do país e exibe o seu acervo de pinturas e esculturas. As exposições abrangem sete séculos em ordem cronológica, instaladas em três edifícios conectados entre si.

Construídos ao longo de sua história, a partir de 1859, estes pavilhões ampliaram o espaço expositivo do museu em 1921 e 1997. O museu está situado no centro antigo da cidade, bem próximo ao Binnenalster e da estação ferroviária.

Você não terá visto tudo o que ver de melhor em Hamburgo sem conhecer esta atração!

Binnenalster e Aussenalster: os dois lagos da cidade

O Rio Alster chega ao norte de Hamburgo e atravessa a cidade no rumo sul, desaguando no Rio Elba em grande número de canais.

No seu trajeto através da cidade inicialmente o rio transforma-se em um grande lago, o Aussenalster — Alster de Fora, justaposto a outro pequeno lago, já no centro da cidade, o Binnenalster — Alster de Dentro.

Duas pontes justapostas dividem os lagos por necessidades de trânsito.

A primeira, inicialmente de madeira, a Lombardsbrüke, foi construída em 1651 sobre as bases da antiga muralha da cidade. A ponte original foi substituída em 1865 por uma estrutura de pedra para atender o trânsito ferroviário, cada vez mais intenso.

Em 1953 foi construída uma segunda ponte, com vão único em concreto armado e paralela à ponte histórica, permitindo quatro pistas de trânsito. Ela foi renomeada em homenagem ao presidente americano John F. Kennedy — logo após ele ter sido brutalmente assassinado em Dallas, em 1963.

o que ver em Hamburgo Binennalster

Binnenalster, o Alster de Dentro

O Binnenalster marca o centro da cidade e, nas avenidas ao seu redor, encontram-se importantes referências de Hamburgo:

  • Prefeitura;
  • Estação Ferroviária;
  • Museu Hamburger Kunsthalle;
  • Hotel Vier Jahreszeiten;
  • Hotel Atlantic;

além de restaurantes, porto de barcas para turistas, entre muitas outras atrações.

No centro do lago está instalada uma ilha flutuante que jorra um filete de água de 60 metros de altura, marcando a paisagem e purificando ainda mais a já excelente qualidade da sua água.

Em dezembro a ilha é ocupada por uma imensa árvore de Natal e o filete de água retorna somente na primavera.

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Aussenalster, o Alster de Fora

No Aussenalster o caminho ao redor de suas margens mostra a rica diversidade desta área, onde estão os melhores conjuntos residenciais de Hamburgo — uma das cidades mais verdes da Europa.

Um passeio de cerca de duas horas em redor do lago mostra edifícios residenciais, vilas sofisticadas e clubes, implantados no meio de parques com muito verde e belas paisagens sobre o Aussenalster.

Também são inesquecíveis os parques gramados e as vistas sobre o lago com o perfil das torres das igrejas e prefeitura, na cidade antiga.

Vale lembrar que Hamburgo é uma das cidades mais ricas da Europa e apresenta um dos mais altos padrões de vida do mundo. É lá que está concentrado o maior número de milionários da Alemanha.

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O Porto e a vida alternativa

A poderosa Hamburg Südamerikanische Damfshiffharts Gesellschaft, ou simplesmente Hamburg-Süd, foi fundada em 1871 e é uma das grandes empresas mundiais de transporte marítimo, sediada em Hamburgo.

Embora o nome desanime frontalmente apreender a língua alemã, esta empresa tem uma longa presença no Brasil, desde o início da imigração germânica para os portos do sul do país. Um exemplo disso é o fato de minha avó ter vindo para o Brasil no navio Antonio Delfino, da frota da Hamburg-Süd, em 1908.

O intenso e lucrativo comércio marítimo internacional fez do porto de Hamburgo o terceiro mais movimentado da Europa e um dos maiores de todo o mundo.

Embora a cidade mantenha um dos mais altos padrões de vida, ela também convive com um lado alternativo.

Os antigos depósitos do bairro de Altona transformaram-se em bares, restaurantes e outros atrativos turísticos, tendo sido o complexo de armazéns nomeado pela UNESCO Patrimônio Mundial da Humanidade.

Eu relembro aqui que foi em um bar da rua mais famosa do bairro boêmio, a Reeperbahn, que os Beatles ganharam frenéticos aplausos dos hamburgueses e deram início à sua brilhante carreira internacional.

Conclusão

Agora que você já tem visão sobre o que ver em Hamburgo saiba também que a cidade tem um excelente aeroporto internacional e que as estradas de ferro e de rodagem da Alemanha facilitam a vida de qualquer viajante.

E aí? Vai incluir o destino de hoje em sua lista de cidades para conhecer no mundo? Eu espero que sim!

Para ver mais imagens de Hamburgo e de outras cidades em que estivemos, siga-nos em nosso Instagram.

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