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Top 5 dicas: essenciais para calcular gastos de viagem

Ser capaz de calcular os gastos de viagem é a base de qualquer planejamento e primordial para a saúde financeira de qualquer viajante!

E agora, enquanto aguardamos a tão sonhada vacina que nos livre desta terrível pandemia, é uma boa hora para nos organizarmos e deixarmos tudo pronto para quando for possível voltar a viajar.

Por isso, não deixe de ler até o final — quem nos conhece já sabe que sempre deixamos uma dica bônus!

A definição do orçamento

Estabelecer um valor máximo para os gastos com a viagem é o primeiro item a ser pensado: só assim você poderá decidir os destinos e quantos dias ficar em cada lugar. Depende de cada viajante, da ocasião e da capacidade financeira de cada um.

Mas, uma vez determinado esse valor, podemos ajudar você a se organizar melhor. Assim evitará dor de cabeça e stress na viagem, ou no retorno — como quando chega a cobrança dos gastos no cartão (!), por exemplo.

Vamos lá?

1 – Não se deixe enganar

A primeira dica é certa e verdadeira: você SEMPRE irá gastar mais do que pensou!

Então, se organize e reserve uma folga, ainda que mínima, para evitar frustrações e problemas maiores.

E por que isso é necessário? Lembre-se que imprevistos acontecem:

A – Você ou seu acompanhante podem ficar doentes

Para isso, tenha sempre contratado um Seguro Viagem: porque, quando estamos fora, tudo pode acontecer!

Eu já fui parar em Pronto Socorro no nordeste com crise alérgica, logo após meu irmão ter quebrado o dente em um mergulho na piscina… Tadinhos dos meus pais!

E lembre-se, é bom ler as “letrinhas pequenas” do seguro contratado: em algumas situações você precisará pagar pelos gastos, para ser reembolsado só na volta! Então, fique atento!

B – Os voos podem sofrer alteração ou serem cancelados

Já aconteceu conosco, em diversas viagens. Em uma das ocasiões devíamos embarcar em um vôo noturno de New York para Washington: cancelaram o vôo, alegando fortes chuvas, mas o motivo real deve ter sido outro, porque apenas garoava…

E chuva dificilmente é motivo de cancelamento: já voamos até com nevasca na Europa!

Mas, com isto, perdemos a primeira noite paga de hospedagem em Washington e tivemos que encontrar outro hotel para pernoitar em NY. Também gastamos mais com transfers até o hotel e de volta ao aeroporto.

Naquela ocasião a American Airlines não só não nos reembolsou qualquer despesa, como não nos pediram nem desculpas pelo transtorno. Afirmaram que “pelas leis dos EUA” eles podiam cancelar o vôo… Fazer o que?

C – O carro alugado pode dar algum defeito, ou você pode se ver envolvido em um acidente de trânsito

bateram em nosso carro na Alemanha e já ralamos o carro na Espanha. Se na primeira oportunidade não tivemos qualquer desembolso extra, na segunda precisamos pagar a franquia contratada quando do aluguel do veículo.

Inclusive, você também pode ser multado ao trafegar pelas estradas, ou por não conhecer as complicadas regras de estacionamento nas grandes cidades. Às vezes é preciso pagar in loco (aconteceu conosco, na Dinamarca), outras depois de termos voltado ao Brasil (fomos multados na Itália).

D – Você pode ser roubado ou perder pertences importantes

Temos uma conhecida, muito desligada, que jura ter tido seu passaporte furtado de sua mochila. Pode ser que ela o tenha perdido, também!

Mas o fato é que ela não pode embarcar na data prevista, perdeu tempo na Embaixada do Brasil e precisou comprar nova passagem para retornar.

É por essas e outras que recomendamos não circular com o passaporte, a não ser que seja indispensável. Se estiver em hotel com cofre: deixe-o lá!

Em uma viagem encontramos carteira esquecida em táxi, e também já encontramos uma câmera fotográfica. Nos dois casos confiamos, e torcemos, para que o motorista tenha conseguido devolvê-las aos respectivos donos.

Já deixei carregador de celular (novinho) em hotel, e precisei comprar outro na próxima cidade. Paguei para que o hotel o enviasse à nossa residência, mas ainda ele não chegou (quando escrevo este post faz exatamente 1 ano do ocorrido!).

2 – A escolha de onde se hospedar e a forma de pagamento

A hospedagem é parte importante dos gastos de viagem: depende do seu tipo de viajante e, mais ainda, do orçamento disponível.

Mas algumas dicas são válidas tanto para quem busca sempre os melhores hotéis ou para viajantes econômicos: planejamento e antecedência garantem tanto a certeza de ficar no hotel escolhido, quanto menores tarifas.

Mas, sim, às vezes também é possível conseguir ofertas de última hora. A dica, então, é fazer reservas canceláveis, com antecedência, e acompanhar os preços. Dá certo trabalho, é preciso que se gaste um tempo, mas pode compensar, e bastante!

3 – As opções de alimentação para cada destino e tipo de viajante

De novo, depende de cada destino, e de cada tipo de viajante. E também acho que é o item que mais nos surpreende: as vezes gasta-se muito mais que o programado, as vezes menos.

Acredito que não devamos mudar muito o estilo em viagem: no nosso caso, nós gostamos de parar para comer em um bom restaurante, tomar um vinho — achamos que faz parte de estar em um destino.

Não curtimos fast food, detestamos opções turísticas — sempre caras e ruins. Então, no nosso caso, no planejamento da viagem já fazemos uma busca de locais para comer perto de onde estaremos, e de cada atividade programada.

Muitas vezes já deixamos a reserva feita antes de embarcar, com antecedência. Assim garantimos um lugar bacana, quando possível junto à janela, com uma vista mais bonita. Faz parte do programa.

E, mesmo que você seja daqueles que acha que alimentação deve receber pouca atenção em sua viagem, ou se viaja com orçamento apertado: se dê ao direito de aproveitar, ao menos, uma refeição mais caprichada.

Uma dica: no almoço sempre é menos caro que no jantar!

Dá para segurar os gastos

Mas, é claro, para dar uma regulada nos gastos de viagem em certas ocasiões optamos por um lanchinho à noite no quarto do hotel: damos um pulinho no mercado local, achamos um queijinho gostoso, pães, e um vinho.

gastos em viagem

Mas, é claro, para dar uma regulada nos gastos de viagem em certas ocasiões optamos por um lanchinho à noite no quarto do hotel.

Damos um pulinho no mercado local, achamos um queijinho gostoso, pães, e um vinho.

Ideal para aqueles dias em que estamos mais cansados, ou quando exageramos no almoço!

Em alguns lugares dá para economizar optando por barracas de rua:

  • linguiças e salsichas nas barracas populares da Alemanha e Áustria;
  • crepes em Paris;
  • pizzas e outros lanches rápidos (e apetitosos) na Itália;
  • tapiocas no nordeste brasileiro.

Só não vale achar que o que você escolheu para comer na barraca de rua é a alimentação preferida no destino visitado… Ela serve para quebrar um galho, economizar

Já ouvimos que o kebab (tipicamente turco) é a comida preferida dos berlinenses!

Cuidado para não repetir algo do gênero e passar por um sem noção!

4 – Optando pelo meio de transporte local e entre destinos

Outro ponto que pode encarecer bastante a viagem é o meio de transporte: se é um viajante econômico e se o destino for a Europa a opção mais barata será sempre o trem: segunda classe, comprando os bilhetes com antecedência.

Carros garantem mais mobilidade, viajar no tempo de cada um, mas podem encarecer bastante o orçamento final: combustível, pedágios, estacionamento. Isso se não tomar alguma multa pelo caminho!

Os voos também são um item importante: comprar ou não passagens com desconto, emissão com milhagem, voar em companhias low cost. Já voamos pagando menos que uma passagem de trem! Mas será preciso ficar esperto com a mala de viagem e aproveitar ao máximo a bagagem de mão!

5 – Os destinos de viagem

Na hora de formatar a sua viagem fique atento aos destinos. Alguns lugares serão, sempre, bastante caros: Paris, Londres, Copenhagen, Genebra, Amsterdam…

Mas isso não quer dizer que não indicamos esses destinos! Ao contrário.

Estando ciente desta condição é possível ajustar os dias em cada local, organizar piqueniques ao ar livre, e jamais fazer um bate-volta para outro lugar, pernoitando em qualquer cidade onde a hospedagem pese em seu bolso.

Sabendo de antemão desta condição, dá para resolver com planejamento! O duro é deixar para descobrir em cada um destes lugares o que fazer, perder tempo com bobeira, e sair com a sensação que não gostou de lá!

Dica Bônus: aprenda a aproveitar os Programas de Milhagem

Bom, se voos e hospedagem são partes importantes de qualquer orçamento de viagem, entender e saber usar os Programas de Milhagem podem garantir muitas vantagens, e descontos!

Algumas dicas básicas e fáceis de seguir:

  • procure concentrar gastos em um só cartão de crédito;
  • quando possível, voe sempre com a mesma companhia, e suas parceiras;
  • faça parte de programas de cadeias de hotel. De preferência interligados aos das companhias de aviação escolhidas;
  • fique de olho nas promoções: melhores épocas para converter pontos do cartão em milhas e para converter milhas em passagens, ou diárias de hotel;
  • locadoras de carro, postos de gasolina e muitas compras pela internet também garantem milhagem.

Sabendo usar, e aproveitando as promoções, é possível emitir passagens, ou conseguir upgrades, que garantem tanto uma boa economia com a viagem, como a sensação de ter mais conforto na hora do embarque e na cabine.

Vale a pena gastar um tempinho para seguir todas as oportunidades. Existem vários sites com informações do gênero, mas o nosso preferido é o Passageiro de Primeira.

A chave para calcular os gastos de viagem

Acho que deixamos claro que a chave para qualquer bom orçamento é planejamento e o maior detalhamento possível do que será visto em cada destino.

Só assim você será capaz de assegurar que a sua viagem seja adequada ao que lhe interessa, de verdade, além de conseguir se organizar para não se endividar nem quando estiver viajando, nem depois de ter retornado.

Aliás, só esses cuidados garantirão que você possa viajar mais, e melhor!

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