Mont Saint Michel

Mont Saint Michel: tudo sobre a maravilha da Normandia

O Mont Saint Michel é um dos lugares mais impressionantes da Europa: uma pequena ilha rochosa fortificada, com uma abadia no topo e a antiga cidade medieval ocupando o restante da área. Mas não é só isso!

Ainda tem as marés, que vão e vem e mudam todo o entorno: que passa de pasto à área alagada tão rapidamente que foi preciso aterrar um istmo, ligando o monte ao continente.

Mas, lembre-se: você ainda estará na Normandia! Uma das regiões mais ricas na gastronomia francesa.

Nós vamos contar tudo que você precisa saber para aproveitar este destino incrível comme il faut — replicando os franceses: como se deve!

Como chegar ao Mont Saint Michel

A maioria dos brasileiros chegam lá partindo de Paris. Mas, se for direto com carro são cerca de 4 hs — uns 360 km. Por isso, nem pense em conhecer o Mont Saint Michel em um simples bate-volta: o lugar merece mais do seu tempo!

Também não há opção direta para viagem de trem: é preciso fazer conexão, e completar a viagem de ônibus.

Nós escolhemos ir dirigindo, mas paramos em Saumur, que é um ótimo ponto para quem quer ver os castelos do Vale do Loire.

Saumur é uma cidade pequena, tranquila e muito charmosa, também conhecida pela produção de ótimos espumantes: só não chame de Champagne — estas são apenas as de Reims e arredores.

Outra opção é ir de Paris a Rennes, e de lá de trem ou ônibus para o litoral. É questão de escolha, quando for planejar a sua viagem.

Vistas Mont Saint Michel
Duas imagens: algumas casas na vila e as marés, ambas tiradas das antigas muralhas medievais.

Um pouco de história: as origens

A Abadia começou a ser construída no ano 708. Portanto, há mais de 1300 anos!

Começou com uma igreja dedicada ao arcanjo São Miguel e foi evoluindo ao longo do tempo. No século IX o monte foi tomado por Vikings, depois foi protegida pelas tropas de Carlos Magno.

Já na segunda metade do ano 1000 voltou a receber monges, desta vez, da Ordem de São Bento, foi ampliado o monastério e aumentadas as muralhas que passaram a proteger a ilha de maneira significativa no século XIII.

A Abadia — Abbaye du Mont-Saint-Michel — se converteu em um importante ponto de peregrinação, e também centro de cultura.

Ao longo do tempo, a vila foi se formando com suas ruelas estreitas e a ilha acabou por se tornar uma fortaleza inexpugnável: os ingleses não conseguiram invadi-la.

Alguns nomes importantes e sua ligação com o Mont Saint Michel

Durante a Revolução Francesa foi usada como prisão e só no século XIX foi restaurada pela equipe de Eugène Viollet-le-Duc, e reaberta aos peregrinos.

Houve até uma campanha pelo reconhecimento da abadia como monumento histórico, com nomes importantes à frente da empreitada: entre eles estava o escritor Victor Hugo.

E é aí que começa a história de uma personagem muito querida: a Mère Poulard, que vou apresentar mais para frente…

A Abadia, o Monastério e a “Maravilha”

A arquitetura monástica é belíssima neste destino. Se a parte mais antiga é em estilo Românico, a maior parte da construção foi feita no período do Gótico tardio, também conhecido como Flamejante.

Em uma estrutura de mais de 1000 anos dá para entender que a parte mais antiga tenha sido substituída, reformada, restaurada.

A parte de baixo da abadia é original do século XI, mas o claustro e a parte onde viviam os monges é do século XIII — e é a área mais bonita: conhecida como La Merveille, ou, a Maravilha.

Se quiser conhecer melhor e em ordem cronológica os principais estilos da História da Arte é só conferir o nosso post.

Mont Saint Michel Merveille
Três vistas da ilha: a catedral, vista da vila; o claustro e a parte mais alta da igreja, com a imagem de São Miguel Arcanjo.

La Merveille, a joia arquitetônica do Mont Saint Michel

Ao chegar na cidade se prepare para a subida até o topo da ilha: serão dezenas e dezenas de degraus. Então, calce calçados confortáveis.

E vá fazendo pequenas pausas no caminho: assim aproveita a vista da parte exterior e da vila, enquanto descansa um pouquinho.

E saiba desde já: são muitos os visitantes diários por ali! Entre 2,5 e 3 milhões de pessoas visitam o Mont Saint Michel todos os anos. Ou seja, em média, são algo entre 6 a 7 mil ao dia! Em um lugar tão pequeno, é demais.

Mas isso não é motivo para não ir, ou não subir: é só se organizar e chegar cedo. É claro, o ideal é pernoitar dentro das muralhas — mas vamos retomar isso mais para a frente e explicar as opções.

A verdade é que a igreja no alto da ilha é linda e delicada e em seu pátio externo você terá vistas sensacionais da região do entorno, e poderá observar o fenômeno das marés.

O claustro medieval, com seu jardim de rosas, é o ponto que mais impressiona — em nossa opinião.

E tem a estátua do arcanjo, na parte mais alta de todo complexo.

Onde se hospedar

Você pode escolher ficar dentro das muralhas — a opção mais confortável, interessante e cara — ou se hospedar em um dos hotéis que ficam na cidade, perto dali — com diárias e opções de restaurantes mais em conta.

O que recomendamos, fortemente, é não fazer um bate-volta. Você irá se arrepender! Onde ficar depende do seu orçamento, e do seu jeito de viajar.

Se estiver buscando luxo, há opção a cerca de 15 minutos das muralhas.

Mas, como sempre compartilhamos a nossa experiência, vamos dividir com você como é se hospedar no lendário Mère Poulard, onde se come a melhor omelete do mundo!

O tacho de cobre com os ovos batidos; a fogueira onde são preparados, em frigideiras também de cobre; servido com meu acompanhamento: para nunca mais esquecer!

Mère Poulard, uma instituição gastronômica

Aberto em 1888 está localizado logo após o portão de entrada em Mont Saint Michel.

Desde então Annete Poulard acendou o fogo de sua lareira e o deixou sempre pronto para receber peregrinos, ou turistas: oferecendo as suas omeletes.

Mais de 130 anos se passaram, mas o fogo continua aceso, e eles continuam a servir as omeletes: assadas na lareira, e antes batidas por um tempo imenso. É um ritual: que tivemos a oportunidade de gravar!

O resultado é uma espuma aerada servida soltando fumacinha — e acompanhada pelo que você mais gostar: cogumelos, frutos do mar, queijos, trufas…

O sabor é inesquecível! E estar lá, com vistas de sonho: também!

Últimas dicas e recomendações

A gastronomia da Normandia é coisa muito séria, e muito boa!

Por causa das marés a região do entorno do Mont Saint Michel são únicas: os pastos são salgados e isso altera o gosto da carne dos carneiros e do gado. É isto que deixa o leite melhor e, por isso, os normandos defendes que produzem a mais deliciosa manteiga francesa.

Produtores de frutas, e de geleias, oferecem diversas sobremesas, biscoitos — tudo, é claro, com muito creme de leite!

E ainda tem os queijos! São imbatíveis nos cremosos, como o camembert.

Você também encontrará peixes e frutos do mar frescos, de acordo com a sazonalidade. E ainda tem o Calvados — uma espécie de conhaque de maçã bastante apreciado.

E não se esqueça de conferir as marés!

Agora que já tem toda a informação que precisa para aproveitar o Mont Saint Michel temos ainda muito mais dicas tanto para facilitar as suas viagens, quanto com informações de Arte e História, para enriquecer a sua bagagem cultural.

Para acessá-las é só entrar em nosso site: temos vários E-books para baixar gratuitamente!

E você pode nos acompanhar por aqui, pelos nossos posts semanais, ou em nosso Instagram — onde todo dia tem um novo conteúdo.

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