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Viagens ao exterior de D Pedro II: o Imperador queria ver o mundo

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Foram apenas três viagens ao exterior de D. Pedro II: a primeira delas quando ele já tinha 45 anos, a segunda em 1876 e a terceira e a mais longa, em 1887. Ele registrou tudo em diários!

Depos disso ele se mudaria para Europa em 1889, já bastante fragilizado.

Saiba mais sobre cada uma das aventuras de D. Pedro II!

A primeira viagem ao exterior, aos 45 anos

Foi só após ter perdido a sua filha mais jovem, Leopoldina (batizada em homenagem à avó paterna) que o segundo imperador do Brasil saiu para ver o mundo que conhecia apenas pelos livros.

Desembarcaram em Lisboa, onde houve um encontro emocionante do nosso segundo Imperador com a sua madrasta, D. Amélia de Leuchtenberg.

Amélia foi a segunda esposa de D. Pedro I. Ela e o enteado jamais haviam deixado de se corresponder. Amélia morreria no mesmo ano: 1873.

De Portugal Pedro II e sua comitiva seguiram para conhecer a Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Ásia Menor, Palestina e Egito.

A saber: só embarcariam de volta ao Brasil 9 meses depois, partindo de Lisboa.

Curiosidades sobre D. Pedro II

Como é de se compreender, o fato do Imperador ter se afastado por tanto tempo do governo, somado à sua personalidade excêntrica, fez com que D. Pedro II tivesse a sua viagem satirizada em uma publicação chamada Apontamentos sobre a picaresca viagem do imperador do Rasilb pela Europa.

A publicação foi criação de um jovem português, Bordallo Pinheiro — que logo voltaria à sua terra natal e se tornaria famoso por sua Fábrica de Faianças em Caldas da Rainha.

As peças continuam a ser produzidas e comercializadas até os dias de hoje.

Uma segunda viagem: em 1876

Três anos depois da primeira excursão internacional nosso segundo imperador voltou a viajar, e desta vez seu primeiro destino foi a América do Norte.

D Pedro II adorava e apoiava novidades e foi uma das principais figuras internacionais convidada para a inauguração da Exposição Mundial da Filadélfia.

Nesta oportunidade Pedro II conheceu duas importantes personalidades da ciência: Thomas Jefferson e Graham Bell. E foi ele quem atendeu a primeira chamada telefônica, durante a Exposição Mundial.

Depois toda a comitiva viajou ao Canadá e, aproveitou para voltar a Europa, passando pela Alemanha, Suécia, Finlândia, Rússia, Itália, Áustria, França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Holanda, Suíça e Portugal, e também foram a Turquia e retornaram ao Egito.

São famosas as fotografias de Pedro II e sua entourage em frente às pirâmides, que tanto havia impressionado o estudioso imperador. Uma delas encabeça esse post — são de domínio público.

Nesta viagem D Pedro II conviveu com imperadores, czares, reis, rainhas e artistas importantes e renomados do período, como Richard Wagner e Leon Tolstoi.

O duro retorno às atividades no Brasil

É claro que depois de tanto tempo fora foi extremamente penoso para D. Pedro II se adaptar novamente ao seu dia a dia austero e entediante à frente do governo brasileiro.

Por isso ele acabou se ressentindo com o cargo e se tornou um pessimista. E é compreensível, não é?!

Contribuiu para isto a instabilidade no país e a não aceitação popular da princesa Isabel como regente. O medo era que fosse o conde d’Eu a governar de fato — poucos confiavam no marido da princesa.

Por isso ele só viajou novamente ao exterior em 1887, já no final do Segundo Império.

A última das viagens ao exterior de D Pedro II enquanto Imperador

Para evitar críticas e cobranças D Pedro II afirmou estar partindo em busca de um bom tratamento médico. Mas, isto não era exatamente verdade.

Embora ele tivesse a aparência de um ancião — afinal, havia buscado a vida toda parecer mais velho do que era de fato — D Pedro II tinha apenas pouco mais de sessenta anos.

Tratamento para o corpo e para a alma

Depois de descansar na chiquérrima Aix-les-bains seguiu, sempre acompanhado de sua comitiva, para outras cidades francesas.

Estiveram também em Portugal, Alemanha, Bélgica e Itália, terra natal da imperatriz Teresa Cristina.

Em Milão foram mimados com uma apresentação de gala, organizada pelo maestro brasileiro Carlos Gomes. Logo depois recebeu o aviso de que havia sido assinada a Lei Áurea no Brasil, em maio de 1888.

O fim da escravidão em nosso país foi uma conquista árdua, mas que garantia, apenas, a liberdade.

E isso não é muito, já que não houve qualquer planejamento com a questão da moradia, trabalho, saúde e educação para este contingente da população.

Voltaram ao Brasil após 13 meses, em agosto de 1888.

A derradeira travessia para Europa

A última das viagens ao exterior de D Pedro II teve início um dia após a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

Foi extremamente traumática, sobretudo pela morte a bordo da imperatriz Teresa Cristina.

Para saber mais sobre o Segundo Império e aspectos interessantes do passado do nosso país recomendamos o livro Medalhas contam detalhes da História do Brasil.

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