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Hungria: música, gastronomia e arte em clima de romance

A Hungria é um destino encantador e um dos países mais visitados do Leste Europeu. Ocupa uma área pouco maior que 93 mil km² — quase o mesmo tamanho do estado brasileiro de Santa Catarina.

Faz fronteira com a Áustria, Sérvia, Croácia, Eslovênia, Ucrânia, Romênia e Eslováquia.

Resumo histórico

No século I a.C. os Celtas já ocupavam a região, que depois foi conquistada pelos Romanos — que já usavam as muitas fontes termais do país.

Depois vieram os Hunos, os Eslavos, até que os Magiares fundaram no século IX o Reino da Hungria: Estevão I foi coroado no ano 1000 e a maioria da população tornou-se cristã.

Hungria Basilica de Esztergom.
A maior catedral da Hungria: em Ersztergom.

Em 1541 foram dominados pelos Otomanos, e se tornaram parte do Império Turco. Em 1686 passaram a ser governados pelos poderosíssimos Habsburgos austríacos e em 1867 tiveram reconhecido o direito ao governo autônomo, formando parte do Império Austro-Húngaro.

Budapest é a capital e a maior cidade do país, com uma população de mais de 1,7 milhão de habitantes — tamanho relevante, pois toda a Hungria soma quase 10 milhões.

Mais de 1300 fontes termais no país

A Hungria é o país das fontes termais!

Só na capital estão 123 spas com termas: o maior deles é Széchenyi e Budapest é muitas vezes referida como a cidade-spa.

Mas as termas mais bonitas são as do antigo Hotel Gellért — construído e decorado em estilo Secessionista, um intermediários entre o Art Nouveau e Art Déco (um dos exemplos que mostramos em nosso livro ART DÉCO).

Hungria Gellert
fachada do hotel Gellért, onde fica um dos spas mais famosos de Budapest

As termas locais são usadas desde o tempo do Império Romano e algumas foram construídas no século XVI, durante a ocupação Otomana.

É uma verdadeira mania nacional: no inverno aproveitam os ambientes internos, aquecidos. No verão a maioria fica ao ar livre.

Querendo conhecer não deixe de agendar: é possívelvisitá-las, pagar pelo uso diário ou fazer massagens e tratamentos diversos.

Csárdás, a música húngara

A música faz parte da Identidade Cultural do país. A forte ligação com a Áustria e o fato de Budapest ter dividido com Viena ser capital do Império Austro-Húngaro possibilitou o intercâmbio de músicos e artistas.

A Ópera Estatal Húngara, uma construção imponente da Avenida Andrássy — a mais elegante de Budapest — foi construída entre 1875 e 1884, durante o governo do imperador austríaco Francisco José.

Hungria Opera
Fachada principal da Ópera estatal, em Budapest.

A Academia Franz Liszt foi fundada em 1875, e sua sede fica a poucos passos da Ópera. Ela leva o nome de seu fundador, um dos nomes mais importantes da música local no cenário internacional.

Mas é na Csárdás que se resume a essência da alma húngara: um estilo que alterna tempos lentos e rápidos e que tem como instrumento principal o violino. É impossível não se encantar!

A Csárdás é alegre, envolvente e emocionante. Busque pela obra dos artistas Emmerich Kálmán e Franz Lehár.

Estes dois compositores húngaros fizeram três das operettas mais famosas de todos os tempos, as duas primeiras de Kálmán e a última de Lehár:

  • A Princesa de Csárdás (Die Csárdásfürstin);
  • Condessa Mariza (Gräfin Mariza);
  • A Viúva Alegre (Die Lustige Witwe).

O estilo agradou tanto que Johann Strauss, um dos maiores gênios da música austríaca, compôs sua obra-prima O Morcego (Die Fledermaus) inserindo algumas Csárdás.

Se for a Hungria, ou a Viena e tiver a oportunidade de ver uma destas obras, não perca. É para se lembrar por toda a vida!

Gastronomia na Hungria

É de entender que um país tão antigo e ocupado por tantos povos tenha desenvolvido uma cultura local bastante rica: a gastronomia faz parte deste todo.

A comida da Hungria é saborosa, marcada por temperos e condimentos — talvez herança dos turcos. Mas é também refinada e criativa, uma herança que receberam dos austríacos.

O melhor lugar para começar a entender sobre a culinária local é com uma visita ao Mercado Central, de Budapest.

É algo que fazemos todas as vezes que visitamos a cidade: seja para comprar páprica, na tentativa de reproduzir um bom goulash, ou para encontrar foies gras — que por lá se chama libamáj.

hungria gastronomia
Prato com libamáj em um dos restaurantes da Avenida Andrássy

O fígado de ganso é uma iguaria nacional, e a Hungria é seu segundo maior produtor, atrás somente da França. A diferença é que em Budapest você encontra o libamáj em quase todos os restaurantes, enquanto os franceses reservam para os ambientes mais luxuosos e exclusivos.

Tokay

Recomendamos provar a versão do libamáj com Tokaji. Tokaji, ou Tokay, é uma região produtora de vinhos na Hungria. Por lá você irá encontrar também vinhos secos, mas os mais famosos são os de sobremesa, ou aperitivo.

Para saber o nível de açucar é só conferir os puttonyos: que variam de 3 a 6. Quanto mais alto o número, mais açucar — e também maior o teor alcóolico.

Doces, Chocolates e Cia.

Outro item imperdível na Hungria são os doces: deixe sempre um espaço para a sobremesa!

No inverno são quase sempre aquecidas, guarnecidas com molhos delicados ou acompanhadas com muito creme.

No verão aparecem frutas frescas, massas folhadas ou tortas leves, e há sempre algum bolo fofinho saindo do forno, acompanhado de um bom café, ou chás aromáticos.

Eles também são excelentes na chocolateria: impossível ir a Budapest e não se apaixonar pelas vitrines do Café Gerbeaud.

E o Romance?

Bom, aí fica por conta das paisagens e belas vistas. E depende de sua companhia para viajar, é claro!

O Rio Danúbio divide a capital: e saiba que Buda e Peste eram originalmente duas cidades.

Vale conhecer a Hungria em qualquer estação do ano e são muitas as atrações, mas vamos deixar para contar mais em outra ocasião.

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