A população mundial, e a brasileira, está mais longeva: estamos vivendo mais e melhor. E é justamente a parcela que já passou dos 50 anos que concentra a maior renda: a chamada economia prateada (o termo vem do inglês silver economy).
Infelizmente, mais da metade do marketing geral ainda é focado nos mais jovens: já escrevi que imagino que estejam semeando para o futuro. Mas, e o agora?
Se pensarmos apenas em viagens, é justamente por volta dos 50 anos que temos mais tempo, mais renda e mais conhecimento. Perfil ideal para aproveitar melhor cada destino, como já escrevi em nosso post sobre viagem na melhor idade.
Então, hora de aproveitar!
Mais tempo e mais grana
Eu já passei dos 50: com alguns cabelos brancos, várias ruguinhas e muito menos colágeno do que eu gostaria. Mas, tenho a mesma disposição que tinha aos 30: a diferença é que já vi estive em cerca de 300 cidades pelo mundo e já sei o que realmente gosto de experenciar em cada local visitado.
Nesta faixa etária normalmente já temos casa, uma vida estável e mais tempo livre: os filhos já estão maiores e as prioridades são diferentes. É hora de investir o que guardamos em algo que realmente nos interesse, fazer o que sempre quisemos.
Podendo viajar fora dos períodos de férias escolares as escolhas se ampliam, assim como os destinos, quando cada um dos viajantes já entende o que gosta e o que não quer repetir.
Temos menos pressa e buscamos aproveitar mais cada local: conhecer mais da cultura, aproveitar a gastronomia e se dar ao direito de conhecer mais da arte.
Economia prateada e o direito de escolher
A juventude é sempre acompanhada pelo desejo exagerado de ver e fazer tudo ao mesmo tempo. Isto se reflete na vida, e nas primeiras viagens. Demora um tempo até encontramos o ritmo ideal, entendermos o que nos interessa de fato.
O passar do tempo facilita identificar o real perfil de viajante de cada um, ponto fundamental para o sucesso de qualquer programação. É hora de deixar de lado os modismos e assumir o que realmente nos faz bem.
Amadurecer é também saber fazer escolhas, sem tanta pressão, sem precisar dar satisfações. Opte pelo que realmente faz bem a você. Afinal, você já trabalhou bastante para chegar onde está, certo?!
A escolha dos destinos
Eu realmente estranho quando comento com alguém que vamos voltar a um destino preferido e ouço como resposta: “mas já vocês já estiveram lá, porque não vão a um lugar diferente?“
Juro que minha vontade é de simplesmente mudar de assunto, mas todas as vezes que isso acontece (e já foram dezenas!) acabo explicando que voltamos porque amamos aquela cidade, sempre buscamos algo novo ou, então, fazemos questão de rever e voltar a lugares que nos fazem muito bem.
Não deveria ser tão difícil de entender. Mas é, porque estas pessoas estão presas aquele ideal de viagem da juventude, de ver o máximo de uma só vez. Depois de termos viajado bastante nas últimas duas décadas garanto que isto está longe de ser a melhor opção.
Ao escolher visitar muitos locais no menor tempo possível você terá apenas uma visão rasa de cada destino, algo que só é válido para conhecer superficialmente aqueles lugares — e que sempre deixa uma sensação de frustração.
Para quem pode voltar em breve, é até aceitável. Mas esta não é a realidade da grande maioria dos turistas.
Este é justamente o motivo do movimento slow travel ter crescido tanto nos últimos anos, sobretudo após mais de dois anos de pandemia.
Quem não quer viajar mais e melhor?
Sejamos justos: não é preciso ter chegado aos 50 para querer aproveitar mais cada destino. Mas, antes disso, muitas vezes ou falta tempo, ou recursos, ou quem cuide das crianças, da casa. Muitas vezes, faltam todos os itens anteriores!
Passagens e hospedagens em alta temporada são sempre mais caras — e muitos só podem viajar nesta época, que coincide com os feriados e as férias escolares.
Em contrapartida, quando você pode escolher quando viajar e quanto tempo ficar, acaba reduzindo os custos de hospedagem e aumentando as chances de encontrar boas ofertas de passagens, ou a possibilidade de usar pontos e milhas. Tem coisa melhor? Eu desconheço.
Sobretudo porque as cidades e os lugares visitados estarão menos lotados.
Viajantes seniors
Casados há mais de 20 anos somos a prova viva de que é possível sim seguir viajando na faixa 70+. Alfredo já passou dos 80 e continua querendo ver mais do mundo, aproveitar cada cidade visitada e voltar aqueles destinos preferidos.
Sim, o ritmo de nossas viagens precisou ser ajustado aos longo das últimas duas décadas, mas nada de grandes restrições.
Fazemos mais pausas em cafés, sentamos para conversar o que mais curtimos em algum museu ou paramos para ver o movimento, ou a paisagem, em algum parque.
Além disso seguimos diariamente um programa de manutenção de saúde: alimentação, medicamentos preventivos e exercícios. Nada radical, buscamos qualidade de vida.
Foco na Economia prateada
Mesmo assim, a parcela 50+ muitas vezes não se sente representada. E tem dificuldade em encontrar programas e ofertas de guias de viagens desenvolvidos para atender às suas expectativas e necessidades.
Se você, como nós, faz parte da parcela que compõe a Economia Prateada, volte mais vezes aqui no Blog ou nos acompanhe em nosso Instagram @gallasdisperati.
E se precisa busca uma agência de viagens com atendimento exclusivo e personalizado
Saiba que podemos ajudar! Somos também uma Boutique de Viagem focada em atender da melhor maneira os nossos clientes, seja só para um apoio pontual com o seu planejamento, até assumir toda a programação. Entre em contato conosco!
Até mais!