A Ilha de Páscoa é um dos lugares mais enigmáticos e remotos do mundo. Com uma área de aproximadamente 163,7 km², ela é pouco menor que Ilha Bela, no litoral norte de São Paulo. Apesar de fazer parte do Chile, a Ilha de Páscoa está situada na Oceania, a mais de 3.750 km de Santiago e quase 4.250 km da Polinésia Francesa, o que só reforça sua natureza isolada e perfeita para uma viagem personalizada.
O destino mais isolado do planeta é um dos vértices do triângulo da Polinésia, junto com o Havaí, ao norte, e a Nova Zelândia, a oeste. Esta vasta região da Polinésia é imensa, composta por mais de 1.000 ilhas dispersas pelo mar, e também conhecida como as “Ilhas do Mar do Sul”.

A beleza das praias de pedra vulcânica, na Ilha de Páscoa há apenas uma praia de areia.
Ilha de Páscoa ou Rapa Nui?
Depois de ter viajado até lá e ter conversado com os locais, certamente Rapa Nui. Este é o nome pelo qual se reconhecem, que respeita o legado e a História do povo ancestral que ocupa a ilha desde o século IV.
A Ilha de Páscoa é conhecida oficialmente como Rapa Nui pelos seus habitantes nativos, que são parte do povo Rapa Nui. O nome “Rapa Nui” significa “Grande Rapa” na língua local, referindo-se à vasta ilha que é o maior dos arquipélagos da Polinésia e que sua população considerava sagrada.

O vulcão extinto Rano Kau, à beira mar — teve importante participação da cultura Rapa Nui.
O nome Ilha de Páscoa, em inglês Easter Island, foi dado quando os primeiros europeus chegaram à região, apenas em 1722, especificamente em um domingo de Páscoa. E com o nome europeu foi incorporada ao Chile, em 1888.
Por tudo isso, é fácil compreender que hoje, a preferência dos habitantes locais é pelo nome Rapa Nui, que representa toda a sua história, cultura e ligação espiritual com a ilha. Ilha de Páscoa permanece como uma referência histórica e turística internacional, mas ainda é um destino pouco explorado.
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O que ver por lá
Famosa pelos seus misteriosos moais, as gigantescas esculturas de pedra que guardam o segredo de sua antiga civilização, a Ilha de Páscoa também oferece paisagens belíssimas, com vulcões, praias rochosas, cavernas e muita natureza — cercados pelo mar de um azul intenso.
Parte da ilha é reservada para um Parque Nacional, e a região é protegida pela UNESCO.
Além de sua história fascinante, encanta também pela cultura autêntica e um clima de isolamento que convida à reflexão, à aventura e ao contato mais profundo com a natureza e as tradições locais.

A ilha é pequena, mas os pontos de visitação são muitos e espalhados. Os destaques para um roteiro personalizado completo:
Espetáculo Kari Kari — uma apresentação de dança ancestral Rapa Nui.
Ahu Tongariki — a maior plataforma de moais da ilha, com 15 estátuas lado a lado. Acorde antes do sol nascer para viver um dos espetáculos mais emocionantes do mundo: o sol surge no oceano logo atrás das estátuas.
Rano Raraku — o vulcão onde os moais eram esculpidos, com centenas deles ainda inacabados nas encostas.
Orongo — a vila cerimonial onde acontecia o ritual do Homem-Pássaro, com casas de basalto e vista panorâmica da cratera do vulcão Rano Kau.
Ahu Tahai — o local mais bonito para assistir ao pôr do sol da ilha, a poucos minutos a pé do centrinho.
Praia de Anakena — a única praia de areia branca com águas turquesa da ilha, a 18 km de Hanga Roa. Tem moais, palmeiras e é o único ponto oficialmente apto para o banho.
Vulcão Terevaka — o ponto mais alto da ilha, com vista panorâmica de 360 graus, possível de ser feito de bicicleta ou a cavalo.
Onde se hospedar: hotéis de luxo na Ilha de Páscoa
Toda a oferta de hospedagem da Ilha de Páscoa está concentrada em Hanga Roa, a única vila da ilha. Tem opções de hotel para viagens de alto padrão, como:
- Nayara Hangaroa, que foi a nossa escolha em nossa estada por lá
- Explora Rapa Nui
Uma dica importante: se você busca paz e tranquilidade, prefira os hotéis mais afastados do centro. Muitas pessoas utilizam motos pela ilha, o que pode tornar o centrinho mais barulhento do que o esperado.
Onde comer: gastronomia local
A seleção de restaurantes em Rapa Nui é pequena, mas surpreende pelo uso de ingredientes frescos pescados no dia. A culinária local é fortemente baseada em frutos do mar, com algumas técnicas ancestrais que merecem atenção.
O Umu Rapa Nui é o prato mais tradicional da ilha: ingredientes são cozidos lentamente em um forno de terra com pedras vulcânicas incandescentes, cobertos com folhas de bananeira. O resultado é um prato aromático e com sabor profundo, ainda servido durante o festival Tapati Rapa Nui, em fevereiro, e no restaurante Te Ra’ai fora desse período.
Já o Tunu Ahi — que significa “cozinhar com fogo” em Rapa Nui — é outra técnica ancestral, feita sobre pedras vulcânicas quentes, muito usada para peixe fresco.
O ceviche Rapa Nui também é um destaque, com frescor e sabor incomparáveis. E de sobremesa, experimente o Po’e — um bolo macio de banana, abóbora ou mandioca, levemente adocicado, que você também encontra em porções individuais nos mercadinhos da ilha.
Para quem fica hospedado nos hotéis 5 estrelas da ilha a recomendação é fazer as refeições no hotel, nos valores das diárias, além dos passeios podem embutidos jantar. Os dois maiores hotéis contam com ótimos restaurantes.
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Quantos dias ficar na Ilha de Páscoa
O consenso entre quem já foi é: no mínimo 4 noites, idealmente 5 a 7 dias para uma experiência imersiva de verdade.
Com 4 noites é possível percorrer e conhecer os principais pontos turísticos da ilha com tranquilidade. Com 6 ou 7 dias você consegue combinar os sítios arqueológicos mais importantes com caminhadas nos vulcões, tempo livre na praia de Anakena, visitas ao museu, e ainda reservar uma ou duas manhãs sem programação — o tipo de espaço que o slow travel pede.
Como chegar: avião até Rapa Nui
A única forma de chegar à Ilha de Páscoa é de avião. O acesso principal é via Santiago do Chile, com voos diários operados pela LATAM para o Aeroporto Mataveri (IPC), o único da ilha. O trecho Santiago–Rapa Nui dura cerca de 5h50 a 6h na ida e aproximadamente 4h30 na volta — a diferença ocorre por conta dos ventos contrários.
Há ainda uma opção menos conhecida: existe um voo de/para Papeete, na Polinésia Francesa, o que torna possível combinar Rapa Nui com as ilhas de lá em uma mesma viagem. Para quem sonha visitar as famosas ilhas, é uma ótima rota, deixando o voo menos cansativo.
Vale conhecer a Ilha de Páscoa?
Sem dúvida!
Se você gosta de destinos únicos, pouco explorados e repletos de mistério, a Ilha de Páscoa certamente merece estar na sua lista de viagens. Se curte natureza, paisagens sensacionais, recomendo fortemente assistir ao nascer e ao pôr do sol junto aos moai — uma experiência inesquecível.
Anualmente, mais de 100 mil visitantes chegam à ilha para desvendar seus mistérios e admirar suas paisagens impressionantes. Embora seu aeroporto seja de infraestrutura mínima, há uma pista de boa qualidade. Isso facilita o acesso, tornando o destino mais acessível para quem deseja explorar esse lugar tão especial.
Um destino para ser visitado em qualquer estação do ano
Como a Ilha de Páscoa tem clima subtropical, as temperaturas são amenas durante o ano todo, e o bom clima permite viagens em diferentes épocas, embora o período de maior fluxo de turistas seja no verão do hemisfério sul, de dezembro a fevereiro.
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Até mais!