Viagem para Machu Picchu: a cidade perdida dos Incas

Não dá para conhecer o Peru sem uma viagem para Machu Picchu: uma das atrações mais visitadas de toda a América Latina.

Patrimônio Cultural da Humanidade é considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Um lugar especial que merece a sua atenção.

viagem a machu picchu com Alfredp
Ao fundo, a icônica montanha Huayna Picchu

Aspectos históricos

A cidadela está instalada em uma área com uma paisagem fantástica, no vale do rio Urubamba — um local de difícil acesso. Foi construída no século 15 por Pachacuti, que governou os incas entre 1438 e 1471.

Depois de 100 anos, mais precisamente em 1572, os espanhóis decapitaram o último imperador inca, Túpac Amaru. Ele foi morto em frente à catedral de Cusco.

Machu Picchu ficou abandonada.

Somente em 1911 foi encontrada a cidade perdida dos incas — em uma expedição liderada pelo historiador e antropólogo Hiram Bingham. Bingham era professor da prestigiada Universidade de Yale e contou também com o apoio da National Geographic Society.

Trem de Cusco a Machu Picchu
Na estação de Cusco, o trem Hiram Bingham pronto para partir, com destino a Águas Calientes

Como chegar a Machu Picchu

A maneira mais fácil de chegar ao Peru é de avião, desembarcando em Lima. De lá você pega um vôo mais curto até Cusco — que fica a 3.400 metros de altitude.

Convém contar que o mal de altitude é algo a ser levado em conta por lá: o soroche atrapalha muitos dos visitantes e, se não levado à sério, pode trazer sérias complicações. Converse com o seu médico antes de iniciar a viagem.

De Cusco é possível ir de trem até a cidade de Águas Calientes — de onde parte o transporte que leva a Machu Picchu. Duas companhias operam os trens locais: Peru Rail e Inca Rail.

Nós escolhemos a Peru Rail, que conta com categorias diferentes de trens, ideais para cada tipo de viajante:

  • Expedition: é a mais barata, escolhida para quem quer economizar;
  • Vistadome: com mais conforto que a anterior, e com janela e teto panorâmicos;
  • Hiram Bingham: a opção mais elegante, e cara. Já pertenceu à Orient Express e atualmente é operada pela refinada cadeia Belmond.

Hospedagem x bate-volta

Você pode escolher se hospedar em Águas Calientes ou perto dali — existem diversas opções no lindo Vale Sagrado — ou pode fazer uma viagem para Machu Picchu em um bate-volta de Cusco.

Para a grande maioria dos visitantes um dia é mais do que suficiente para circular por Machu Picchu. Foi o que fizemos, e recomendamos.

Machu Picchu terraços
Vista dos terraços escalonados, uma maneira inteligente possibilitando que a encosta fosse cultivada

É preciso comprar ingressos com antecedência: com horário de entrada e limite de 4 hs de permanência. Essa estratégia foi adotada há alguns anos para tentar diminuir a lotação e o consequente desgaste do sítio arqueológico.

Você também pode optar por ir pela trilha Inca para chegar até lá: são opções de 4 dias ou 2 dias de caminhada.

O que ver em sua viagem para Machu Picchu

A cidadela, que é realmente encantadora!

A clássica foto mostra as construções e ao fundo a Huayna Picchu — a montanha Machu Pichu está nas costas da imagem e quer dizer “montanha velha”.

De um lado ficam os terraços, escalonados no vale, onde eram cultivados os produtos agrícolas.

Arquitetura em Machu Picchu
Somos um casal de arquiteto e engenheira e ficamos admirados com o nível de acabamento e encaixe das pedras de granito.

De outro as construções incaicas: casas, templos, lugares de convivência. Há também um relógio de sol.

Impressiona ver a perfeição da talha e do encaixe das pedras — grandes blocos de granito acinzentado. E tudo foi feito manualmente, sem grandes recursos técnicos.

E por todas as partes estão simpáticas lhamas, enfeitadas com brincos de lã coloridas. No tempo dos incas elas ajudavam no transporte de cargas, garantiam lã para os têxteis e eram usadas também na alimentação.

E nós ainda encontramos no percurso uma dupla de chinchilas!

chinchilas em machu picchu
A simpática dupla de chinchilas que encontramos tomando sol nas ruínas de Machu Picchu

Para prestar atenção

Águas Calientes é uma cidade bastante feiosa: e o transporte de ônibus da estação para Machu Picchu é um tanto assustador.

A estrada é estreita e tem veículos subindo e descendo — em apenas uma mão. E ainda os andarilhos e mochileiros, que sobem a pé. Ao lado, o desfiladeiro e ao fundo o caudaloso rio Urubamba.

Quando fomos parecia uma aventura: torço para que esteja mais seguro agora…

A visita a Machu Picchu é de uma volta de 3km: com subidas, grandes degraus e zero proteção. Não vá se tiver qualquer problema de locomoção.

lhamas em Machu Picchu
Alguns dos moradores da cidadela, as lhamas — são dóceis e tranquilas

Considerações finais para a sua viagem a Machu Picchu

Se for de Lima a Cusco considere fazer a viagem a Machu Picchu logo no dia seguinte: assim descerá 1.000 metros e há menos chance de ter problemas com o mal de altitude, já que Cusco fica a 3.400 metros acima do nível do mar e a cidadela inca a 2.400 metros.

Prepare-se para andar bastante: convém ir de botas de trekking e vestir-se em camadas. O tempo muda bastante rápido por lá!

E não esqueça que para entrar no Peru não exigem visto de brasileiro, mas é preciso estar vacinado contra febre-amarela (se organize para tomar a vacina com ao menos 10 dias de antecedência de viagem).

Apesar de ser permitido a entrada no país com o RG — devido ao acordo do Mercosul — nós sugerimos que você viaje com o seu passaporte. E que ele esteja há mais de 6 meses da data de validade.

O por que desta recomendação?

Porque passaporte na validade é SEMPRE aceito, e não há discussão. Quanto ao RG precisa estar em bom estado: e isso é subjetivo.

Já presenciamos brasileiros com problemas porque estavam diferentes da foto do RG: cabelo de outra cor ou comprimento, com ou sem barba, após ter engordado ou emagrecido.

Em viagem, achamos sempre melhor minimizar chances de perrengues e chateações. Assim fica tudo mais tranquilo!

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Esperamos você por aqui outras vezes.

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