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Arequipa: uma joia colonial peruana em um vale de vulcões

Arequipa é um dos principais destinos para quem viaja ao Peru e, também, lugar ideal de partida para quem quer conhecer o belíssimo Vale do Colca.

Foi fundada em 1540 pelo conquistador Francisco Pizarro onde antes havia uma cidade Inca. É a segunda cidade mais populosa do Peru e a terceira mais visitada no país, depois de Cusco e Lima. Importante centro comercial e industrial, seu centro histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade, com belíssimas construções coloniais.

É conhecida principalmente como a Cidade Branca, mas também é chamada de a Cidade do Eterno Céu Azul, e ainda como a Roma do Peru.

O certo é que é um super destino a ser conhecido. E nós vamos contar tudo o que tem de mais bacana por lá!

A Cidade Branca

Os edifícios coloniais de Arequipa foram construídos com pedra de sillar: uma pedra vulcânica bem clara, quase branca mesmo. E a unidade dessas obras, tanto no acabamento e cor, quanto no estilo — trata-se do chamado Barroco Mestiço, também conhecido como Barroco Andino —, dá um charme todo especial a cidade.

Um dos vulcões ativos no Peru

Uma das vistas mais bonitas da região é a do vale, com o imponente vulcão El Misti. Ele tem mais de 5.800 metros de altura e ainda está em atividade: de quando em quando solta fumarolas. O Misti teve 5 pequenas erupções ao longo do século XX, mas a última vez que fez grandes estragos foi em 1870. E hoje é possível fazer trilhas até lá, uma atividade relativamente segura e muito procurada.

Além do grande Misti na paisagem de Arequipa é possível ver também dois outros vulcões: Chachani e Pichu Pichu, com alturas de 6.055 e 5.665 metros, respectivamente.

Um resumo rápido sobre Arequipa

A cidade está a uma altitude média de 2.400 metros: praticamente a mesma de Machu Picchu, o que é tolerado por qualquer pessoa. E isto é uma imensa vantagem para viajantes que querem se aclimatar antes de se aventurar por destinos de maior altitude, como Cusco (3.400 m), e a região do Lago Titikaka (3.800 m).

Soroche

É bom lembrar que muita gente sente os males da altitude, o temido soroche. Não dá para saber quem vai sofrer ou não com ele até chegar ao local!

Eu nunca senti nada nas vezes em que estivemos no Peru, mas Alfredo teve problemas nos primeiros dias em Cusco e precisou de oxigênio quando estivemos em Puno, mesmo depois de termos ficado uns dias em Arequipa e no Vale do Colca. Nada sério, porque tomamos o cuidado de medir a saturação de oxigênio no corpo durante o dia.

Com esses cuidados deu tudo certo e pudemos seguir viagem tranquilamente.

Então, é bom se precaver, e ir subindo aos poucos. O soroche pode causar severos danos e, sem tratamento, até matar.

E mais algumas curiosidades sobre Arequipa

Foi uma das principais cidades do Vice Reino do Peru, no tempo em que foram governados pela Coroa da Espanha. Por isso a arquitetura da cidade é toda em estilo Colonial.

Vale ressaltar ainda que Arequipa é a cidade natal de um dos maiores escritores latino-americano: Mario Vargas-Llosa, ganhador do Nobel de Literatura e de tantos outros prêmios.

Nós não fomos ver, mas é em Arequipa que fica Juanita — a múmia da menina que morreu em uma cerimônia Inca por volta de 1450. Seu corpo ficou preservado por todos estes séculos no gelo, a mais de 6,000 metros de altitude. É uma das principais atrações da cidade.

O que não deixar de visitar

Igreja da Companhia

É a obra mais interessante da cidade: começou a ser construída na última década do século XVI e foi terminada em 1698, após um dos terremotos que castigaram Arequipa. A igreja da Companhia de Jesus é muito bonita, e seu interior também tem altares revestidos com talha dourada — característica do período Barroco.

A parte que mais chamou a nossa atenção foi o seu claustro, e suas colunas ricamente decoradas. Não deixe de fazer muitas fotos por lá!

Monastério de Santa Catalina de Siena

Fundado em 1579 e que ainda abriga monjas, é um imenso complexo de mais de 20.000 m², também é conhecido como Convento de Santa Catalina.

Todo murado, com paredes pintadas de cores bem fortes, é um dos pontos altos em Arequipa. São diversos claustros com fontes para refrescar; obras de arte religiosas de muita qualidade; além de uma interessante lavanderia, construída em 1770.

As ruelas dessa cidadela são também bastante charmosas e há belas vistas do entorno, e dos vulcões da região.

Some-se a isso o fato do restaurante mais badalado da cidade estar bem em frente à entrada de Santa Catalina: trata-se do Chicha, do renomado chef peruano Gaston Acurio. Não deixe de provar, e faça reserva com antecedência, pois vive lotado!

Em tempo: Chicha é o nome de uma bebida artesanal local, feita à moda ancestral desde os tempos dos Incas. Diz a lenda que as meninas eram embriagadas justamente com a Chicha, antes de serem mortas como uma oferenda aos deuses.

Mirador de Yanahuara

Yanahuara é um distrito mais afastado do centro histórico, mas não menos interessante! Essa freguesia é das mais aconchegantes de Arequipa.

Em primeiro lugar tem a paisagem: dos arcos do mirante as vistas são lindas! E, depois, vale circular pela praça de mesmo nome e ver a bonita Iglesia de San Juan Bautista, com sua fachada muito elegante.

Mas ainda tem muito mais para ser visto em Arequipa

Plaza de Armas e a Catedral de Arequipa

Da mesma forma como nas demais cidades coloniais espanholas, a praça mais importante do centro histórico é a Plaza de Armas.

Ali estão casarões, restaurantes, lojas e demais comércios locais, e a imensa Catedral de Arequipa, construída em estilo Neoclássico. Ela é, portanto, muito mais nova que as demais construções religiosas de Arequipa e o material de sua construção não é sillar, e sim ignimbrita, também de origem vulcânica, mas de cor mais escura e acinzentada.

Mirador de Carmem

Por certo que não tem a mesma beleza de Yanahuara, mas as vistas do vale dos vulcões compensam. Pegue um táxi na Plaza de Armas para chegar lá: e peça para aguardar uns minutinhos, é o suficiente para curtir a paisagem fazer algumas fotos bacanas com El Misti.

E para quem adora arquitetura

Em Arequipa andando pela rua vai encontrar muitos bons exemplos de arquitetura colonial, entre os quais destacamos:

  • Monastério de Santa Rosa;
  • Igreja e Claustro de São Francisco;
  • Mansão do Fundador.

A cidade também tem alguns museus, restaurantes com os pratos típicos da região e da gastronomia peruana, e diversos hotéis para todos os tipos de viajantes.

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Artesã trabalhando com a lã de alpaca, em Arequipa.

Por que Arequipa?

Além de tudo que contamos até aqui vale considerar que só há vôo direto do Brasil para Lima e, para quem quer conhecer o belíssimo Valle del Colcamais que duas vezes mais profundo que o Grand Canyon —, Arequipa é o ponto de partida ideal.

São apenas cerca de 160km de distância. Faça o trajeto de carro, parando na cidade antiga e pequenininha de Yanque.

Para quem quiser seguir conhecendo o Peru recomendamos seguir a viagem de carro até Puno, a beira do Lago Titikaka. O caminho é incrível! Você irá circular pela cordilheira e ver paisagens tão diferentes que, às vezes, parece que estamos na Lua!

E ainda irá encontrar pelo caminho criações de alpaca, circulando soltas; os desconfiados guanacos e avistar uma lagoa com muitos flamingos. 

Portanto,  não se esqueça de que o bom é ir subindo a altitude aos poucos, para evitar problemas. Siga o roteiro:

  • Arequipa (2.400 m);
  • Valle do Colca (3.200 m);
  • Titikaka (mais de 3.800 m).

E, para quem quiser saber mais sobre o Peru temos um post só com dicas de Cusco.  Para ver mais imagens e informações de outros países que visitamos, nos siga em nosso Instagram!

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